quarta-feira, 17 de julho de 2019

A presença de pedras ou cálculos na vesícula biliar é patologia bastante comum. Pode atingir até 10% da população em alguns países. É mais comum em adultos na faixa dos 40 aos 60 anos e em países do ocidente. A função da vesícula biliar é armazenar a bile produzida no fígado, e lançá-la no duodeno (órgão entre o estômago e o intestino delgado) através dos ductos cístico e colédoco (canais da bile) quando ela é necessária para a digestão, principalmente de gorduras. Alterações de uma ou mais fases do metabolismo de formação da bile e seus componentes pode levar à precipitação do(s) componente(s) em excesso e sua cristalização, formando-se assim os cálculos. Entre os fatores predisponentes na formação de pedras na vesícula podemos destacar, além da faixa etária já citada, o sexo feminino, sobrepeso ou obesidade, perda rápida ou acentuada de peso, diabetes e hereditariedade entre outros.
Muitas vezes a presença do cálculo passa despercebida. Não é incomum o paciente saber que é portador de pedras ao fazer exames de rotina, como ultrassonografia, solicitados por clínico geral ou ginecologista. Entre os sintomas mais comuns temos a dor em cólica do lado direito do abdome, logo abaixo das costelas. Essa dor muitas vezes tem seu início após ingestão de gorduras e pode ser seguida de náuseas com ou sem vômitos. O diagnóstico, como já foi dito, é realizado pela ultrassonografia. O tratamento é cirúrgico, a colecistectomia, que consiste na retirada da vesícula e não só de suas pedras. É um procedimento com baixo índice de complicações, bastante comum, realizado por videolaparoscopia. Após a cirurgia, o fígado passa a assumir o papel da vesícula no armazenamento e distribuição da bile, havendo uma rápida adaptação do organismo na maioria dos casos. Uma complicação possível é a saída do cálculo para o canal. A presença dessa pedra no canal da bile pode causar dores intensas obrigando o paciente a procurar ajuda em Pronto Socorro para ser medicado. A retirada deste cálculo do canal deve ser efetuada o mais rápido possível, com a realização de um tipo especial de endoscopia (CPRE) ou cirurgia. A presença desta pedra no canal pode resultar em complicações sérias com a infecção dos canais da bile e do fígado (colangite) ou pancreatites. A intensificação dos sintomas habituais com febre e icterícia (pele e olhos amarelados com urina escura) pode ser sinal de complicação desta doença.
Clinica Zanaga

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Esteatose Hepatica


A Esteatose Hepática, conhecida popularmente como fígado gorduroso, é uma alteração caracterizada por um acúmulo excessivo de lipídeos, mais comumente os triglicerídeos, nos hepatócitos, células funcionais do fígado, ocasionando uma mudança na morfofisiologia destas células, e consequentemente gerando mudanças no metabolismo. A principal causa de esteato-hepatite é o consumo de bebidas alcoólicas. Em geral, dividimos os casos entre esteato-hepatite alcoólica e esteato-hepatite não alcoólica. Neste vamos tratar da esteatose hepática não-alcoólica.
                O fígado possui normalmente pequenas quantidades de gordura, porém, quando esta ultrapassa 10% do peso hepático, estamos diante de um quadro de esteatose.
Uma Esteatose Hepática leve normalmente não causa sintomas ou complicações. Porém, quanto maior e mais prolongado for o acúmulo de gordura, maiores os riscos de lesão hepática. Quando há gordura em excesso e por muito tempo, as células do fígado podem sofrer danos, ficando inflamadas. Este quadro é chamado de esteato-hepatite ou hepatite gordurosa. Se não tratado, pode evoluir para cirrose.
Causas
As causas de Esteatose Hepática não alcoólica são: obesidade, diabetes melito tipo 2, dislipidemias (colesterol alto), intoxigação por metais, drogas citotóxicas,  doença de Wilson, Doença de Pompe, doença de Von Gierke, doença de Forbes,  Hepatite C, HIV, doença inflamatória intestinal, cirurgia de desvio de intestino delgado,  Hepatite Autoimune.
Não é preciso ter alguma das condições citadas acima para ter esteatose hepática. Pessoas magras, saudáveis e com baixa ingestão de álcool também podem tê-la, apesar deste fato ser menos comum. A esteatose é mais comum no sexo feminino.
                 Sintomas e Diagnóstico
A Esteatose Hepática não causa sintomas e a própria esteato-hepatite também costuma ser assintomática em fases iniciais.
A demonstração do acúmulo de gordura geralmente é realizada através de exames complementares  de imagem (ultrasom, tomografia computadorizada ou ressonância nuclear magnética). Estes exames são considerados geralmente suficientes para o diagnóstico da esteatose, podendo também informar se há sinais de desenvolvimento de cirrose. Mas não permitem a diferenciação entre a esteatose e a esteato-hepatite nem diferenciar graus intermediários de fibrose ou de atividade da inflamação. É possível diferenciar grosseiramente o acúmulo de gordura entre leve (grau I), moderada (grau II) e severa (grau III), embora isso tenha pouca utilidade clínica.
No entanto os exames de imagem, especialmente a ultrassonografia, podem errar o diagnóstico. Assim, considera-se que o melhor exame para o diagnóstico da esteatose é a biópsia hepática com análise histopatológica do material coletado. Os principais fatores limitantes à biópsia hepática é que é um exame invasivo e o fato da doença não se distribuir necessariamente de forma homogênea no fígado, sendo possível colher material que não seja representativo do fígado como um todo.
As análises laboratoriais servem para excluir as hepatites virais (sorologias) e para avaliar o grau de lesão do fígado através das chamadas enzimas hepáticas (TGO e TGP ou AST e ALT) e de outros marcadores de doença do fígado.
Portanto, se você tem imagem sugestiva de esteatose hepática, mas não apresenta sintomas e não tem sinais de lesão hepática, é necessário apenas o acompanhamento anual para se avaliar progressão da doença. Não há necessidade de se repetir exames de imagem pois estes não são bons para avaliar a progressão da esteatose.
Se há sinais de esteato-hepatite, com sintomas ou alterações nos exames laboratoriais, deve-se pensar na hipótese da biópsia e o paciente deve ser reavaliado a cada seis meses. Este paciente deve ser seguido por um hepatologista.
Tratamento
Não existe tratamento específico para esteatose. O alvo deve ser o tratamento dos fatores de risco citados acima. A fase de esteatose pode ser reversível apenas com alterações dos hábitos de vida.
A perda de peso é uma importante medida, porém, deve-se limitar ao máximo de 1,5 kg por semana para se evitar uma piora do quadro. A prática regular de atividade física também ajuda muito, pois diminui o colesterol e aumenta o efeito da insulina.
Em doentes com obesidade mórbida, a cirurgia bariátrica pode ser uma opção.
Deve-se controlar o colesterol, o diabetes, e se possível, trocar drogas que possam estar colaborando para a esteatose.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Caros Amigos



Caros amigos, começo essa idéia de blog após inúmeras tentativas de persuasão da Cris, minha esposa e que também tem um blog www.enfermariainsana.blogspot.com .
Ao pensar no primeiro post imaginei em percorrer minha trajetória desde ao nascer ate os dias de hoje. E logo percebi que tal texto poderia ser grande demais e não tão interessante assim.
Muitos crêem que muita aptidão seja de família, pois meu pai era Medico (diga de passagem um grande Medico), mas eu acredito que tal aptidão é mesmo do indivíduo e que o fato de ajudar o próximo está na alma e muito mais, nas atitudes que o ser humano pode ter relação ao outro.
Uma palavra, um gesto, um sorriso e outras tantas outras coisas podem fazer do ser humano uma pessoa especial na vida de outra e você ficar parado e ficar falando “... como poderia?" mais parece demagogia do que atitude.
Bem, os grandes seres humanos são aqueles que se destacaram por aquilo que fizeram e pelo legado que deixaram.
Meu objetivo aqui nesse blog é pode ajudar com informações da área da saúde, seja através de um texto técnico, imagens, sons ou um sorriso.
Sejam bem vindos!
Um grande abraço!
Dr. Roberto Zanaga

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Seja Bem Vindo

Caro leitor,

Seja bem vindo a este blog.

Aqui pretendo compartilhar as experiências, angustias e alegrias do dia-a-dia de um médico cirurgião. Bem como, manter este blog atualizado com informações da área médica em cirurgia geral.

Caso, tenham dúvidas ou queiram compartilhar suas histórias com a medicina, mande um e-mail.


Grande abraço.


Dr. Roberto Zanaga